quarta-feira, julho 04, 2007

Complô da Imprensa?

O Senador Renan Calheiros agora acusa a imprensa de o estar envolvendo, com denúncias (na opinião dele vazias), num complô anti-Lula!

Mas o papel da imprensa é esse, ficar alerta e fazer as denúncias. Acho que ninguém aqui quer uma imprensa como a que o Chaves arma para a Venezuela, ou como aquela que Franklin Martins, Lula e outros tentam implantar aqui, com a voz "filtrada". Não queremos imprensa pró governo, da mesma forma que não queremos nenhuma que seja apenas "do contra". Queremos uma imprensa crítica, sadia, que reflita a nossa insatisfação, que reflita nossa opinião, nossa crítica e nossos aplausos.

Não precisamos de tutela para aplaudir. Coisa boa cai no colo, refletindo na nossa vida. Não precisamos de propaganda ou palanque para ver isso. Precisamos são de olhos atentos de profissionais determinados a desvendar esse negro véu que cobre nossos podres poderes.

Essa impressão de complô, que o cego Renan vê, apenas traduz a realidade atual. Realmente temos muitíssimos mais motivos para críticas do que para aplausos. Entre os 3 poderes, nenhum se salva da podridão. O Judiciário só é ágil quando se trata de soltar bandido ou proteger políticos, o Legislativo, com raras exeções, pouco faz de útil. Atualmente o Senado capitaneado por essa figura que de tanto se agarrar ao osso se confunde com ele, já dá sinais de ser o último bastidor a cair. O Executivo está inchado de incompetentes. São raros os casos de pessoal capacitado. A imensa maioria apenas está lá para preencher a máquina pública e encher os cofres do partido, que recebe até 14% dos salários, reforçando seu projeto de poder de longo prazo.

A economia vai bem, até parece milagre. Mas além do fato de algumas atitudes do Lula terem frutificado e de ele ter afastado o fantasma do medo por não ter feito nenhuma grande bobagem, tem também o componente da crença do "agora vai", e esse vem justamente das denúncias (em massa) da imprensa, e das recentes atitudes mais firmes de nossas policias, principalmente da federal. Esse ar de "isso vai mudar" talvez seja a brisa mais alentadora que sopra atualmente. Precisamos sim se esforçar por mantê-la, exatamente o contrário do que o Senador tenta fazer ao pensar apenas em salvar a própria pele.

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