Lula e Fidel
Lula alardeia que Fidel está ótimo, lúcido, com uma saúde incrível, e que a transição para o regime pós Fidel ja acorreu e foi tranquila. Isso e outras visões românticas sobre a maravilhosa vida na ilha cubana, onde ele, Dirceu e outros companheiros, vão sempre que podem...
Como toda moeda tem dois lados, aqui vai um resumo sobre as "eleições" cubanas...
"Muitas ditaduras modernas recorrem a eleições periódicas para dar ares de legitimidade à tirania. O problema é que ditador que se preze não admite que se torne público que uma parcela da sociedade, por menor que seja, se opõe a sua permanência no poder. O presidente sírio Bashar Assad venceu suas disputas por cravados 97% dos votos. O iraquiano Saddam Hussein conseguiu incríveis 100% em 2002, um ano antes de ser deposto. No domingo dia 20, foi a vez de Fidel Castro escolher o seu número. Segundo as fontes oficiais, mais de 95% dos cubanos deram, nas urnas, seu apoio à ditadura mais longeva da atualidade.
O que aconteceu em Cuba não foi uma eleição, mas um ritual vazio que se repete desde 1993, quando pela primeira vez ocorreram eleições para a Assembléia Nacional do Poder Popular. Para ser candidato a deputado é preciso ter sido aprovado pelo Partido Comunista, o único permitido. A cédula continha apenas um nome. Ao eleitor resta a opção de votar no candidato oficial ou se abster. Como ele vota no quarteirão em que mora, de forma que possa ser vigiado de perto por agentes do Comitê de Defesa da Revolução que o conhecem pessoalmente, o voto de protesto é um quase suicídio. Embora o voto seja facultativo, o regime não admite a abstenção. A presença do eleitorado é necessária para criar a ficção de apoio em massa ao ditador. No fim dos anos 90, o economista cubano Vladimiro Roca foi preso por pregar em praça pública que não era obrigatório votar. "Fiquei quatro anos na prisão por divulgar algo que está na Constituição".
Segundo uma anedota cubana, são todos o mesmo cachorro, com coleiras diferentes. De qualquer forma, trata-se de um faz-de-conta, independente do nome e do cargo, Fidel terá a última palavra enquanto viver."

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