Sobra tempo e falta assunto
Uma das grandes furadas da globalização é o gigantesco acesso a informação. Os fatos significativos são poucos, diariamente, e os repórteres superficiais. Com a facilidade que temos em consultar simultaneamente diversas mídias, sejam jornais e revistas impressas, seus sites na internet, Blogs, E-mails, TV´s com milhares de canais e do mundo todo, a notícia se torna repetitiva e a profundidade da análise (ou melhor, a falta de) se torna patente.
Todos falam a mesma bobagem e com a mesma superficialidade, repetidamente, de meia em meia hora, até o auto-falante ou microfone, em falta de palavra melhor, fazer bico... E no fim fica como uma festa de comadres, vira um "ouvi dizer", um "me contaram".
No mercado financeiro isso fica ainda mais patente. A maioria dos repórteres que cobrem esse assunto não entendem o que estão dizendo. Economia e Grego são duas matérias que eles não tiveram contato na escola de jornalismo. E no fim o que assistimos é um festival de "eu acho" ouvido da boca dos mais estranhos entrevistados. Basta estar de terno perto de um pregão que o sujeito é eleito para dar sua visão, do incompreensível e manjado fato. Tudo que importa ao repórter é preencher o tempo com alguma matéria...

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