Culpados? Não falta nada?
Realmente não tenho a intenção de ser polêmico. Não é minha crença que os pais da Isabella sejam inocentes. Mas também não vejo um raciocínio isento e inteligente que me aponte a culpabilidade sem sombra de dúvida.
Acho que uma fato importantíssimo está sendo deixado de lado, e a simples resposta a essa pergunta já esclareceria se ao menos existe a hipótese da inocência do casal.
A pergunta é: A Isabella ficou em algum momento desacompanhada no apartamento? Ou seja, o pai realmente subiu antes e deixou a Isabella sozinha no apartamento? Porque se isso for falso, se subiram todos juntos, então obrigatoriamente a Isabella estava acompanhada dos pais na hora do crime. E isso por si só invalida todas outras teorias e dispensa qualquer outro depoimento.
E temos um depoimento registrado em B.O. que permite verificar isso. A madrasta depôs que enquanto aguardava no carro o retorno do marido, que havia subido com a Isabella, uma picape preta de um morador entrou, com som alto e alguns jovens. Essa pista é muitíssimo importante, pois ela pode validar ou invalidar a versão do casal, se subiram juntos ou se o pai subiu antes para deixar Isabella sozinha no apartamento.
Ou seja, faltam as respostas para as perguntas: Quando essa picape chegou? Quanto tempo após o veiculo do casal? Os ocupantes da picape notaram quem estava no carro do casal? Ao menos quantas cabeças eram visíveis? (as crianças estavam dormindo, portanto deitadas). Em que andar estava o elevador quando os ocupantes da picape chegaram? (Eles muito provavelmente chamaram o elevador, que se não estivesse no sub-solo, mostrava no painel em que andar estava).
Ou seja, não faz sentido começar por resolver antes as dúvidas que validam ou invalidam todas as outras?
Uso e abuso da máxima que diz: Para uma pergunta mal feita, nem a melhor resposta pode ser útil. Já para uma boa pergunta, toda resposta é produtiva.
Pois é, o que me irrita é essa mistura de burrice com prepotência.

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