sexta-feira, agosto 29, 2008

Aos calorentos de plantão

Atualmente já está na norma brasileira (ABNT) a temperatura que os ares condicionados devem ser regulados no verão: 24ºC... A Faap já exibe placas em suas instalações mencionando que o ar condicionado de suas instalações está assim regulado, respeitando as normas da ABNT.

Calorentos, preparem-se... Isso vai virar lei... No japão o assunto já está na pauta... Deixar o ar condicionado geladão, tipo 20º, 21º já era... É ultra "não verde", politicamente incorreto, anti-ecológico, poluidor, contribui com o aquecimento global, além de pesar no bolso...

O correto é abandonar o arcaico terno com gravata no verão para poder trabalhar confortavelmente num ambiente de temperatura apenas "amena".

Tá certo.

quinta-feira, agosto 28, 2008

Magic is in the air

Vejam este filme de 8 minutos apresentando a televisão em 1955. Imperdível... De forma bem americana e ultra didática, tenta mostrar a "mágica" em detalhes e pincela o "modernismo" do mundo de então... E termina enaltecendo o alto nível de conforto conseguido na época devido a esse e outros enormes avanços tecnológicos...

No final deixa no ar a célebre pergunta: O que mais o futuro pode nos reservar?

Bom seria se depois do nosso tempo ainda pudessemos sair da cova para acompanhar os acontecimentos do dia.. E depois voltariamos a morrer com a curiosidade satisfeita... Hehehe

Numerologia

Não sou de acreditar nessas coisas, sou engenheiro, acredito em estatística, probabilidades, etc...

Mas não deixa de me chamar a atenção o fato de que depois de 1000 concursos de mega-sena os numeros mais sorteados são 5 e 41 empatados em primeiro (ambos somam 5), e os numeros 33, 42, 24 e 51 em seguida (todos somam 6)...

A matemática as vezes brinca com a gente, ela é algo exato, mas o mundo real que ela representa não...

O caos não é um caos... Existe algo mais entre o céu e a terra do que nossos aviões de carreira...

segunda-feira, agosto 11, 2008

Para quem é ou quer ser Pai...

Não tem sido nada fácil ser pai. É ótimo, portanto, ter um dia para marcar sua importância e, quem sabe, dar um incentivo a quem anda na luta para ser um espécime de verdade.

Ninguém ensina a ser pai, os modelos estão fracos e confusos, e os bons exemplos são raros. Perdemos referências culturais que moldavam a atuação dos homens quando se casavam e tinham filhos.

O moralismo e grande parte da hipocrisia que cristalizaram papéis sociais no passado foram despejados ralo abaixo, mas a água suja que levou embora o autoritarismo militar paterno levou também sua autoridade necessária.

Quem se esforça hoje para se tornar pai tem desafios duplicados. Bem entendido: tornar-se pai não é chegar àquele dia em que os colegas da firma lhe dão parabéns pelo trabalho supremo que sua parceira realizou na sala de parto; na verdade, aí é que começa o real trabalho masculino de virar pai.

Um trabalho em campo minado, já que a rotina e os apelos do mercado disparam estímulos constantes no sentido oposto ao do esforço de um pai legítimo. Tudo ao redor diz para ceder, comprar, deixar, abrandar, quando a essência de sua função é ser uma referência de lei, limite, frustração das vontades dos filhos, com o devido amparo, respeito e acolhimento de seus protestos.

É comum ouvir que os pais hoje estão divididos entre o autoritarismo do passado e a permissividade pós-moderna. Talvez não seja bem assim. O autoritarismo - que não se referencia numa lei, e sim na vontade do autoritário - tem o mesmo caldo da omissão, da preguiça, da comodidade e da falta de compromisso com o trabalho paterno.

Há muito em comum entre os autoritários do passado e os de hoje, que se comportam como consumidores ranhetas em relação aos filhos que não executam a contento as funções de conforto e entretenimento parentais. O discurso moderno é cheio de armadilhas.

Famílias e comunidades mudaram, e há pouco apoio no entorno. Os pais que realmente querem assumir suas funções têm, praticamente, de se isolar dos padrões sociais para construir essa postura de autoridade e referência.

A esses pais, a boa notícia é que não estão sozinhos, embora se sintam assim muitas vezes.

Feliz dia dos pais.

Ótimo texto de David Moisés, jornalista do estadao