A crise é de eficiência, de profissionalismo...
De nada adianta investir no aumento de salários dos ministros, dos parlamentares, do judiciário!
Enquanto a iniciativa privada se preocupa com a formação de seus funcionários, seleciona currículos criteriosamente, tem um processo de seleção rigoroso, com testes, exames médicos e psicológicos, longas entrevistas com profissionais de RH e com os chefes dos departamentos interessados, o setor público simplesmente contrata, ora pelo voto, ora pelo preço, ora pela afinidade, pelo suborno, pelo clientelismo, pelo fisiologismo.
Enquanto a iniciativa privada ministra cursos extras, palestras, treinamentos, seminários, premia o desempenho com bônus, participação nos lucros e promoções, e pune com demissão a ineficiência, o setor publico dá estabilidade, muitas vezes vitalícia, promove por tempo de serviço, e investe a verba em gasolina, viagens, hotéis, almoços (pra não falar de coisas imorais ou ilegais)...
Vi recentemente uma palestra sobre a integração de dois bancos, onde ficou patente o despreparo do setor público. Desde o palestrante, as técnicas ministradas, assuntos abordados, até o interesse, empenho e participação dos ouvintes, nada lembrava, nem de longe, o que acontece no setor público.
Inclusive aqui temos um detalhe interessante, geralmente depois de sua saída do setor público esses ex-integrantes, pessoas de grande potencial, passam a ministrar palestras e seminários a peso de ouro... para a iniciativa privada...! O Estado em si não aproveita a própria inteligência, quando tem!
Resumindo, enquanto os investimentos forem feitos em salários dos altos escalões, em passagens para visitar a familia em seu estado natal (ou seria mais correto falar para "visitar" Brasília?), para contratar parentes e amigos despreparados, em uso de jatos, gasolina, correio, gráficas , motoristas, etc, não existe a menos chance ...
E mais, do jeito que a coisa vai, qualquer hora o copo vai encher... E daí estarão escancaradas as portas para um "Chaves" aqui...

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